Garotos de 13 anos usavam roupas remendadas pela mãe
Férias eram só pra soltar Pipa
Ninguém queria saber de namoro antes dos 15 anos.
Meninas de 11 anos brincavam de boneca
Meninos de 11 anos assistiam Cavaleiros do Zodíaco e Dragon BallZ
Festas de 15 anos para meninas eram sagradas
As músicas tinham coreografia
Tênis de luzinha era essencial
Pessoas REALMENTE faziam amigos na escola e trabalho, não em tópicos do tipo “Beijo ou Passa”
Maquiagem era coisa de gente grande
Fotos não eram tiradas para serem colocadas no Orkut e sim para recordarem momentos
As mães obrigavam a usar calça em cima da camisa
Crianças brincavam de pega pega, esconde esconde na rua.
Merthiolate ardia
Tempos bons que não voltam mais…
Recebido por email. Autor Desconhecido.
Ana Martins tem 23 anos, é formada em Ciência da Computação e faz pós-graduação em Marketing.
Sempre tive um problema: gosto de muitas coisas. De moda a gadgets, passando por ilustração, cinema e literatura.
Hoje ela mantêm o blog Um Pouco de Cada onde escreve sobre os mais variados assuntos. Vale a pena conhecer, e eu particularmente adoro as ilustrações que ela faz.

Museu da Infância: Conte-nos um pouco da sua infância.
Ana Martins: Foi legal, porque eu era uma criança que gostava muito de mexer com a imaginação. Lia muito, e também inventava umas histórias doidas de vez em quando. Brincava com brinquedos muito variados, desde pense bem e atari até jogo da velha no papel de pão! Então brincar nunca teve um obstáculo pra mim.
Museu da Infância: O que mais te marcou?
Ana Martins: As inúmeras idas ao teatro e ao cinema. Sempre ia assistir às montagens de “A Revolta dos Brinquedos”, “A Bruxinha que era Boa” e “Flicts”, minha história preferida. E ia no cinema ver os filmes da Disney! Acho que isso me ajudou muito a ter criatividade e me incentivou a gostar de ler e escrever.
Museu da Infância: Quem era o seu herói?
Ana Martins: Meu pai! Era ele que me levava pra todos os lugares divertidos que eu ia quando criança, do cinema ao museu. E me contava histórias doidas. E também me levava pra andar de patins na casa da minha avó! Era ele que me salvava do tédio casa-escola-casa, então ele era meu herói.
Museu da Infância: De que você gostava de brincar?
Ana Martins: Jogos em geral: Jogo da Vida, Banco Imobiliário, Adedanha.

Museu da Infância: Qual era seu desenho animado favorito?
Ana Martins: Nossa, muito difícil! Gostava muito de Os Jetsons, da She-Ra e da Caverna do Dragão. Não necessariamente nessa ordem.
Museu da Infância: Além de desenho, o que você gostava de ver na TV?
Ana Martins: Xou da Xuxa (todo mundo tem uma mancha no passado, né), Mundo da Lua (com Lucas Silva e Silva, ótimo) e os programas da TVE Rá-tim-bum, Castelo Rá-tim-bum e Glub Glub.
Museu da Infância: Qual era o seu filme preferido?
Ana Martins: De Volta para o Futuro!
Museu da Infância: Qual o brinquedo que você não largava?
Ana Martins: Pense Bem e Meu Primeiro Gradiente. E a minha Barbie!
Museu da Infância: Ainda guarda algum objeto ou brinquedo da infância?
Ana Martins: Minha Barbie existe até hoje, perdida em algum canto do meu armário. Junto com ela, tenho duas bonecas: a Tetê e a Pretinha. Gostava bastante delas também. E meu Boca Rica! Minha mãe guardou ele porque ela adora esse jogo. Ele tá completinho, com todas as fichas e tal.
Museu da Infância: Você colecionava algo (papel de carta, figurinha, fotos de artistas)?
Ana Martins: No início dos anos 90, toda menina tinha uma pasta de papel de carta! Mas também colecionei adesivos uma época. Não deu muito certo, porque sempre queria colar todos no meu caderno.
Museu da Infância: Se pudesse voltar a ser criança por uma hora, o que faria?
Ana Martins: Fingiria que tava doente pra não ir a escola e ficaria em casa brincando e vendo Sessão da Tarde!
Museu da Infância: O que você tira de positivo e negativo da sua infância?
Ana Martins: Positivo: imaginação, fantasia e criatividade. Negativo: as crianças são muito cruéis quando querem!
Museu da Infância: O que você acha da infância atual?
Ana Martins: Acho que muitas crianças de hoje têm uma preocupação excessiva com o futuro. Isso atrapalha muito as crianças em serem felizes. Pelo menos uma vez nas nossas vidas temos que viver sem se preocupar com o amanhã. E acho que a fase perfeita pra isso é na infância.
Museu da Infância: Queremos agradecer você pela sua participação e entrevista ao site.
Ana Martins: Adorei seu site e acho que todo mundo também vai gostar!
De repente
Ao lembrar dos brinquedos queridos
Que ficaram esquecidos
Dentro do armário
Me bate uma saudade
Me bate uma vontade
De voltar no tempo
De voltar ao passado
Mas nada acontece
Nada parece acontecer
E eu choro
Choro como o bebê que fui
E a criança que quero voltar a ser
Não quero crescer!
Clarice Pacheco
Texto enviado por Carlos Monnerat