Os Trapalhões

Os Trapalhões
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Autor: Aline Bezzoco
Data: 20/11/2008

Época: 1970

Descrição:

Os Trapalhões foi um grupo humorístico brasileiro, composto por Dedé Santana, Zacarias, Mussum e o líder do grupo, Renato Aragão, também conhecido como "Didi Mocó". Tinham um programa de televisão homônimo, criado por Wilton Franco.

Em 1977, na Rede Globo, tinham um programa que era apresentado aos domingos, às 19h, imediatamente antes do Fantástico (que começava às 20h), e tinham a formação de quatro integrantes permanentes, além de atores convidados. O programa também tinha outros atores fixos que não faziam parte do quarteto principal: Tião Macalé (que imortalizou o bordão "Ih! Nojento!"), Jorge Lafond (que satirizava os homossexuais), Emil Rached (o gigante atrapalhado de 2,23m), Carlos Kurt (o alemão de olhos esbugalhados e sempre mau-humorado), Felipe Levy, Roberto Guilherme (o "Sargento Pincel"),Dino Santanna (irmão de Dedé Santanna), o anão Quinzinho entre outros.

Em 1981, sob direção de Adriano Stuart, Os Trapalhões já tinham um público notoriamente infantil e foi nessa época que o quarteto alcançou grande repercussão, principalmente depois dos sucessos que fizeram no Festival de Berlim. Tanto o público quanto os críticos passaram a ver os quatro integrantes do grupo como os principais representantes nacionais da comédia infanto-juvenil. No mesmo ano, o programa exibiu um especial de quinze anos que ficou quase oito horas no ar, com onze quadros e uma campanha em favor dos deficientes físicos.Em 1982, o programa ganhava a direção de Osvaldo Loureiro, o público passou a assistir a gravação de alguns quadros no Teatro Fênix (Rio de Janeiro). Em maio de 1983, o programa iniciou uma nova fase com Gracindo Júnior (direção) e Carlos Alberto de Nóbrega (redação). Além dos tradicionais esquetes isolados, as comédias teatrais bastante conhecidas foram adaptadas para o humor do programa. Shows eram gravados mensalmente com a participação do público. Passaram também a ser incluídas gravações externas. Ainda em 1983, foi exibida a campanha SOS Nordeste.

Sob direção de Paulo Araújo em 1984, o quarteto teve uma renovação na linguagem visual para dar uma maior unidade, com a base do cenário sendo branca, mudando a cor apenas dos elementos de cena. Passaram a ser usados pela primeira vez bordões pelo grupo (Acredite, mas não é; Dez, nota dez). Em 1985, os humoristas gravaram uma série de catorze episódios em Los Angeles. A partir de 1986, o programa começou a focar mais o público infantil, com quadros direcionados para essa faixa etária e uso dos efeitos especiais. Em agosto do mesmo ano, Carlos Manga passa a dirigir o programa, fazendo quadros mais curtos e interligados uns aos outros. No Domingo, dia 28 de dezembro de 1986, foi exibido o especial "20 Anos Trapalhões", que durou nove horas e 28 blocos. Foram exibidas reportagens especiais sobre as situações das crianças carentes em todo o Brasil e entrevistas com convidados. Esse especial deu origem à campanha Criança Esperança.[carece de fontes?] Em 1987, ocorreram novas mudanças: Maurício Tavares assumiu a direção e inseriu quadros inéditos, além de humorísticos musicais (com a presença de cantores convidados). Em 1988, Wilton Franco assumiu a direção do programa, que ganhou shows ao vivo com a participação do público e o público infantil passou a ganhar mais atenção, com brincadeiras, atrações e quadros voltados para esse público.

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